Se uma canção bastasse
Para mudar o mundo!
Passaria a vida a cantar!
Os homens seriam mais responsáveis,
As mulheres mais livres
E as crianças mais amáveis
E felizes!
A vida faria mais sentido
Porque a minha canção
Ressoar-lhes-ia continuamente
Ao ouvido.
Os velhinhos seriam mais protegidos,
Os doentes mais bem acolhidos
E os drogados mais aceitados
E queridos.
A vida faria mais sentido
Porque a minha canção
Ressoar-lhes-ia continuamente
Ao ouvido.
Os políticos seriam mais honestos,
Os governantes mais preocupados;
Não haveria mais guerra
Nem refugiados.
A vida faria mais sentido
Porque a minha canção
Ressoar-lhes-ia continuamente
Ao ouvido.
Se uma canção bastasse
Para mudar o mundo!
Passaria a vida a cantar!
quarta-feira, julho 20, 2011
quinta-feira, outubro 21, 2010
Entrevista à Agência Ecclesia
A Agência Ecclesia publicou hoje, 21 de Outubro, um artigo baseado numa entrevista dada ontem à noite. Pode ajudar a criar uma maior sensibilidade para a realidade missionária e a viver melhor o Dia Missionário Mundial que se aproxima. O próximo Domingo, 24 de Outubro, é uma oportunidade única para cada cristão tomar uma maior consciência da sua vocação missionária. Aconselho a leitura do referido artigo. Para ler o artigo click aqui!
segunda-feira, outubro 18, 2010
Primeiro Congresso Missionário na Zâmbia
Realizou-se em Lusaka, Zâmbia, o primeiro Congresso Missionário subordinado ao tema “Somos todos missionários”. De 13 a 15 de Outubro, o evento reuniu cerca de uma centena de pessoas entre clero diocesano, religiosos, religiosas e leigos.
O P. Moises García, comboniano mexicano, definiu o evento como “um desafio para nós, missionários” pois a Igreja local é cada vez mais chamada a tomar a iniciativa da evangelização; é também “um ponto de partida para a igreja local como igreja missionária”.
Nas palavras de Antony Mkhari, estudante comboniano Sul-africano que participou no evento, esta foi uma oportunidade para a igreja local “alargar os seus horizontes e tornar-se cada vez mais consciente da sua vocação missionária”. Na sua opinião, a igreja na Zâmbia enfrenta vários desafios relacionados com a sua ‘vocação’ evangelizadora. Se, por um lado, a primeira evangelização é uma prioridade absoluta nas zonas rurais, por outro, há um desafio enorme nas cidades, onde assistimos a um êxodo de católicos que facilmente se deixam seduzir por comunidades cristãs evangélicas e pentecostais. É tempo de nos perguntarmos: por que é que isto acontece?
O Congresso foi “um verdadeiro acontecimento do Espírito para a Igreja da Zâmbia”, dizia o P. Carlos Nunes, comboniano português que teve um papel preponderante na organização e realização deste evento. O P. Carlos Nunes é o Director das Obras Missionárias Pontifícias na Arquidiocese de Lusaka desde há 3 anos. Agora ao regressar a Portugal para um novo serviço missionário é um homem visivelmente satisfeito por ter contribuído para uma maior sensibilização da Igreja local em relação à sua vocação missionária, e por ter contribuído activamente para que este evento fosse possível.
Nesta, que foi a primeira iniciativa do género na Zâmbia, foi realçado o valor da oração como parte da missão. A missão deve estar centrada no encontro com a Trindade, isto é, “o Pai que envia o Filho e o Espírito para se manifestarem em nós”, como se pode ler numa das moções finais do Congresso.
É de fundamental importância que, no serviço de evangelização, a Igreja faça uso dos meios modernos de comunicação, uma vez que, sobretudo nas zonas urbanas, o uso destes meios é hoje generalizado.
Os trabalhos do Congresso concluíram com uma peregrinação missionária ao Santuário Mariano da Arquidiocese de Lusaka, com a participação de cerca de 3500 pessoas, entre elas um grande número de crianças da Infância Missionária. Uma iniciativa que deu um brilho especial ao mês de Outubro, mês missionário por excelência.
O evento contou com a presença e participação do P. Timothy Lehane, Secretário-geral das Obras Missionárias Pontifícias em Roma. A sua presença deu maior relevo e visibilidade ao acontecimento. Na sua intervenção, realçou o papel dos institutos religiosos na missão da Igreja.
A realização deste Congresso Missionário foi um passo muito importante na tomada de consciência da Igreja local para a sua vocação missionária. Esperava-se, no entanto, um envolvimento maior das autoridades religiosas locais que, desta vez, se mantiveram um pouco à margem do acontecimento.
Resta-nos esperar que haja continuidade e que os bispos da Zâmbia agarrem a oportunidade de tornar as suas Igrejas mais missionárias.
segunda-feira, outubro 11, 2010
Daniel Comboni
Hoje, 10 de Outubro, celebramos S. Daniel Comboni. Recordamos e celebramos o nosso pai e fundador que continua a sustentar-nos com a sua força e carisma. Nós somos as mil vidas que ele desejou ter para dedicar à salvação dos africanos. Sim, a sua obra não morre!
Também aqui em Lilanda, celebramos esta festa. Comboni é também venerado pelos cristãos da Lilanda, especialmente pelos cristãos da Comunidade de Base que tem o seu nome. Hoje, sentem-se muito orgulhosos do seu santo protector.
A celebração da Eucaristia dominical teve especial solenidade e com o entusiasmo característico da comunidade cristã de paróquia de Lilanda. O canto e a dança, acompanhados com o som dos tambores e das guitarras encheram a celebração de cor e de alegria.
segunda-feira, setembro 13, 2010
Alegria de brincar juntos
É domingo ao fim da tarde. Num canto sossegado da capela da comunidade procuro um pouco de silêncio. O fim-de-semana foi muito ocupado com várias actividades e sobretudo com muita gente. No silêncio do fim da tarde procuro simplesmente parar e deixar-me invadir pela presença de Deus. Procuro colocar nas Suas mãos as pessoas e actividades que ocuparam o meu fim-de-semana e as que, lá longe, de uma forma ou de outra, fazem parte da minha vida e me acompanham com o seu apoio e oração.Enquanto procuro ficar em silêncio deixo-me distrair pelo cantar de um grilo que, lá fora, me transporta para os dias da minha infância e juventude em que o cantar dos grilos e o chilrear dos pássaros eram a polifonia característica da primavera e do verão.
Passado algum tempo há outras vozes que, pouco a pouco, vão atraindo a minha atenção. São as crianças das famílias vizinhas que brincam alegremente mesmo aqui ao lado. De repente lembrei-me das nossas brincadeiras de criança e jogos tradicionais, sobretudo nos dias longos de verão, que estimulavam a nossa imaginação e criatividade e animavam o entardecer de cada dia. Eram sobretudo oportunidades para criar laços de amizade e de camaradagem entre todos.
É com uma certa saudade que recordo esses tempos! Parece-me que as crianças de hoje têm perdido muito da alegria de brincar umas com as outras. Parece-me, digo! Não havia televisão nem telemóveis! Não havia computadores nem consolas para jogar! Por isso, a imaginação era estimulada de uma maneira extraordinária e dava vida à aldeia. Hoje, na minha aldeia, não se brinca na rua: as crianças brincam com o telemóvel, jogam ao computador, vêem televisão!
Aqui em Lilanda, e noutras paragens africanas por onde tenho passado, as crianças continuam a sentir muitas das ‘carências’ que eram sentidas nos meus tempos de criança. Mas hoje aqui, como então, há algo de maravilhoso que me toca profundamente! Há crianças que continuam a brincar em grupo; inventam jogos novos; constroem os seus próprios brinquedos!
Ao reflectir sobre estas pequenas coisas, constato que a abundância nem sempre torna as pessoas mais humanas. Certamente que ninguém gostaria de voltar aos tempos difíceis de outrora em que muita gente não tinha o essencial para viver uma vida digna! Mas talvez houvesse mais humanidade! As pessoas falavam mais umas com as outras; conviviam mais; eram mais solidárias.
Aqui as pessoas são pobres e nós devemos continuar a lutar para que tenham uma vida mais digna. Mas devemos também continuar a lutar para conservar aqueles valores que nos tornam mais próximos uns dos outros.
Anoiteceu! Mergulhei novamente no silêncio… Chegou a hora da oração da comunidade.
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