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segunda-feira, outubro 18, 2010

Primeiro Congresso Missionário na Zâmbia

Realizou-se em Lusaka, Zâmbia, o primeiro Congresso Missionário subordinado ao tema “Somos todos missionários”. De 13 a 15 de Outubro, o evento reuniu cerca de uma centena de pessoas entre clero diocesano, religiosos, religiosas e leigos.
O P. Moises García, comboniano mexicano, definiu o evento como “um desafio para nós, missionários” pois a Igreja local é cada vez mais chamada a tomar a iniciativa da evangelização; é também “um ponto de partida para a igreja local como igreja missionária”.
Nas palavras de Antony Mkhari, estudante comboniano Sul-africano que participou no evento, esta foi uma oportunidade para a igreja local “alargar os seus horizontes e tornar-se cada vez mais consciente da sua vocação missionária”. Na sua opinião, a igreja na Zâmbia enfrenta vários desafios relacionados com a sua ‘vocação’ evangelizadora. Se, por um lado, a primeira evangelização é uma prioridade absoluta nas zonas rurais, por outro, há um desafio enorme nas cidades, onde assistimos a um êxodo de católicos que facilmente se deixam seduzir por comunidades cristãs evangélicas e pentecostais. É tempo de nos perguntarmos: por que é que isto acontece?
O Congresso foi “um verdadeiro acontecimento do Espírito para a Igreja da Zâmbia”, dizia o P. Carlos Nunes, comboniano português que teve um papel preponderante na organização e realização deste evento. O P. Carlos Nunes é o Director das Obras Missionárias Pontifícias na Arquidiocese de Lusaka desde há 3 anos. Agora ao regressar a Portugal para um novo serviço missionário é um homem visivelmente satisfeito por ter contribuído para uma maior sensibilização da Igreja local em relação à sua vocação missionária, e por ter contribuído activamente para que este evento fosse possível.
Nesta, que foi a primeira iniciativa do género na Zâmbia, foi realçado o valor da oração como parte da missão. A missão deve estar centrada no encontro com a Trindade, isto é, “o Pai que envia o Filho e o Espírito para se manifestarem em nós”, como se pode ler numa das moções finais do Congresso.
É de fundamental importância que, no serviço de evangelização, a Igreja faça uso dos meios modernos de comunicação, uma vez que, sobretudo nas zonas urbanas, o uso destes meios é hoje generalizado.
Os trabalhos do Congresso concluíram com uma peregrinação missionária ao Santuário Mariano da Arquidiocese de Lusaka, com a participação de cerca de 3500 pessoas, entre elas um grande número de crianças da Infância Missionária. Uma iniciativa que deu um brilho especial ao mês de Outubro, mês missionário por excelência.
O evento contou com a presença e participação do P. Timothy Lehane, Secretário-geral das Obras Missionárias Pontifícias em Roma. A sua presença deu maior relevo e visibilidade ao acontecimento. Na sua intervenção, realçou o papel dos institutos religiosos na missão da Igreja.
A realização deste Congresso Missionário foi um passo muito importante na tomada de consciência da Igreja local para a sua vocação missionária. Esperava-se, no entanto, um envolvimento maior das autoridades religiosas locais que, desta vez, se mantiveram um pouco à margem do acontecimento.
Resta-nos esperar que haja continuidade e que os bispos da Zâmbia agarrem a oportunidade de tornar as suas Igrejas mais missionárias.



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